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Inteligência artificial vira “terapeuta” de milhares de pessoas; entenda o fenômeno

O que antes era visto apenas como uma ferramenta tecnológica voltada para produtividade agora também tem sido usado como espaço de desabafo. Cada vez mais pessoas recorrem à inteligência artificial para conversar sobre emoções, refletir sobre problemas pessoais e até buscar ajuda para tomar decisões afetivas.

Chatbots e sistemas de IA passaram a ocupar um papel inesperado no cotidiano: o de ouvintes digitais. Usuários de diferentes idades relatam utilizar essas ferramentas para organizar pensamentos, entender sentimentos e até preparar conversas difíceis com familiares, amigos ou parceiros.

Os números ajudam a explicar esse crescimento. Um estudo publicado na revista científica JAMA Network Open aponta que 13,1% dos jovens entre 12 e 21 anos já usaram ferramentas de inteligência artificial para buscar conselhos relacionados à saúde mental. Entre os jovens de 18 a 21 anos, a proporção chega a 22,2%.

IA como ferramenta para organizar emoções

Para especialistas em comportamento humano, a popularidade da chamada “terapia com IA” está ligada à forma como essas tecnologias conseguem estruturar pensamentos e responder de maneira rápida e sem julgamentos.

Segundo o especialista Lucas Scudeler, muitas pessoas procuram a inteligência artificial não apenas por conselhos, mas para lidar com a confusão emocional do dia a dia. A neutralidade da máquina e a ausência de críticas criam uma sensação de segurança durante as conversas.

Nesse sentido, a IA acaba ocupando um papel que antes era exercido por amigos próximos ou por reflexões pessoais mais profundas.

Risco de dependência emocional

Apesar das vantagens de acesso rápido e da sensação de acolhimento, especialistas alertam que o uso excessivo dessas ferramentas pode trazer riscos. Delegar à tecnologia a interpretação de sentimentos pode reduzir a capacidade das pessoas de lidar com frustrações e amadurecer emocionalmente.

A preocupação é que a inteligência artificial deixe de ser uma ferramenta de apoio e passe a funcionar como uma espécie de “muleta emocional”, limitando o desenvolvimento da autonomia pessoal.

IA mediando relacionamentos

Outro fenômeno crescente é o uso da inteligência artificial para escrever mensagens delicadas ou resolver conflitos em relacionamentos. Muitas pessoas pedem ajuda aos chatbots para estruturar pedidos de desculpa, terminar relacionamentos ou iniciar conversas difíceis.

Para especialistas, esse comportamento revela mais sobre as dificuldades atuais de comunicação do que sobre a própria tecnologia.

A tendência mostra que, embora a IA possa ajudar a organizar pensamentos e oferecer apoio momentâneo, ela ainda está longe de substituir o acompanhamento de profissionais de saúde mental.

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